O líder da bancada do PT da Câmara Legislativa, deputado Paulo Tadeu, e seus companheiros de partido Chico Leite (PT) e Erika Kokay (PT) se reuniram ontem com o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), ministro Ubiratam Aguiar, para pedir uma inspeção rigorosa nos contratos das empresas da área de informática que prestavam serviço ao GDF. Na oportunidade, os petistas solicitaram também que as empresas citadas no inquérito nº 650 do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que deflagrou a Operação Caixa de Pandora, sejam consideradas inidôneas.
A oposição tem trabalhado sistematicamente para pedir a apuração dos fatos sobre o suposto esquema de formação de caixa dois no governo local, que ficou conhecido como "mensalão do DEM". Em uma visita ao TCU, órgão responsável por fiscalizar a aplicação dos recursos federais, a oposição conseguiu a co laboração do ministro Ubiratam Aguiar, que prometeu encaminhar a documentação que solicitava a certidão de inidoneidade ainda ontem para a averiguação da comissão de admissibilidade.
"Boa parte dos recursos empregados nas empresas que prestam serviços ao GDF vêm do Fundo Constitucional e de repasses da União", informou Tadeu. Segundo ele, essa é a justificativa que compreende pedir a colaboração dos órgãos de controle e fiscalização de âmbito federal.
De acordo com o petista, o ministro Ubiratam Aguiar garantiu iniciar auditoria especial nos contratos das empresas suspeitas de participarem do suposto esquema. Caso sejam encontradas irregularidades, um relator a ser definido vai emitir um certificado que proíbe que as empresas prestem serviços para o governo local ou qualquer outro governo no País.