A bancada petista entrou em consenso em torno do candidato da oposição para concorrer à presidência da Câmara Legislativa, na próxima terça-feira. Será o próprio Cabo Patrício, presidente interino da Casa, que adiou a eleição, utilizando do prazo máximo (sete dias) estabelecido pelo Regimento Interno para a convocação do novo pleito.
A decisão foi tomada na manhã de ontem, em reunião da bancada. Desde a renúncia de Leonardo Prudente (sem partido), o PT ainda não tinha decidido por um nome. Chico Leite era um dos prováveis, citado por Paulo Tadeu, o único que descartou a possibilidade de concorrer.
Patrício afirmou que não esteve presente no encontro, mas que aceita tranquilamente a indicação. "Estou tranquilo. Fui presidente dessa Casa no mês de dezembro, no auge da crise", destacou.
O parlamentar reiterou o posicionamento defendido em plenário, mesmo diante das críticas que sofrera pelo encerramento da sessão de eleição, na última quarta-feira. Patrício disse que continua defendendo a atitude, e reafirmou que não presidiria a eleição sob suspeição.
Na ocasião, Patrício leu em plenário denúncia publicada no blog do jornalista Ricardo Noblat de que parlamentares receberiam R$ 4 milhões em espécie, cada, para votar pela absolvição do governador JOSÉ ROBERTO ARRUDA (sem partido) no processo de impeachment. "A Polícia Federal foi notificada, assim como o Ministério Público, das denúncias relatadas".
Na segunda-feira, ele promete uma reunião com os deputados suplentes, para esclarecer a convocação. "Eles foram convocados conforme determina a justiça, para agir como juízes em uma situação específica". Por isso, na interpretação do petista, eles não deveriam exigir os mesmos direitos dos deputados titulares.
Petista diz que aceita a indicação do partido. "Estou tranqüilo. Fui presidente dessa Casa no mês de dezembro, no auge da crise"